Palestrantes Confirmados

ALEJANDRO
Conferência de Abertura Internacional

Alejandro López Osornio

SNOMED International · Uruguay

El futuro de los sistemas de salud: cooperación, inteligencia y confianza

Los sistemas de salud enfrentan el desafío de responder a necesidades cada vez más complejas en un contexto marcado por la transformación digital, la creciente disponibilidad de datos y el avance acelerado de la inteligencia artificial. Sin embargo, el futuro no dependerá únicamente de nuevas tecnologías, sino de la capacidad de construir ecosistemas basados en la cooperación entre instituciones, profesionales, pacientes, academia y sector privado. Esta conferencia explorará cómo los estándares, la interoperabilidad, la gobernanza de datos y los marcos regulatorios permiten generar inteligencia útil para la toma de decisiones, preservando la confianza de la sociedad. Se analizarán experiencias y tendencias que muestran cómo la cooperación, la inteligencia y la confianza constituyen los pilares de los sistemas de salud del siglo XXI.

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Alejandro es un Médico de Familia y especialista en Informática Médica formado en el Hospital Italiano de Buenos Aires, Argentina. Durante los últimos 20 años, ha colaborado en diversos proyectos de salud digital a nivel mundial, contribuyendo en grupos de trabajo internacionales sobre estándares e interoperabilidad, y brindando consultoría en la implementación de agendas nacionales de salud digital. Como Director Nacional de Sistemas de Información en Salud, estuvo a cargo del diseño e implementación de la Estrategia Nacional de Salud Digital en el Ministerio de Salud de la Nación, en Argentina. Actualmente, se desempeña como Especialista Senior en Apoyo a la Implementación en SNOMED International.

ARMANDO
Presidente de Honra

Armando Malheiro da Silva

Universidade do Porto · Portugal

Medicina e Infocomunicação ou o regresso de Charles Snow (1905–1980)

A civilização europeia e ocidental foi construída a partir de duas referências basilares que a historiografia oficiosa cunhou como sendo os “mundos grego e romano”. E, no entramado dessas raízes, a cultura e a ciência que viriam a desenvolver-se depois na Era cristã aparecem aí enfatizadas. Trata-se de uma ênfase legitimadora, de que não faltam exemplos: basta evocar a Filosofia e o seu pretenso nascimento (esquecendo-se a capacidade pensadora de outros povos em outras latitudes geográficas), ou certas figuras como Arquimedes e Hipócrates — um associado à Física e o outro arvorado em pai da Medicina. E esta foi logo marcada como uma profissão dotada de um código deontológico multimilenar! No entanto, não é na dimensão profissional, mas como braço operativo da Biologia e de outras ciências naturais que a evocamos aqui e a articulamos com as designadas ciências humanas e sociais, centradas nos fenómenos informação e comunicação, enquanto intrínsecos ao Homo sapiens. Aquelas, as naturais, são rotuladas, sem contestação, com o atributo de Ciência; já as segundas não reúnem consenso a respeito do mesmo qualificativo. E isto porquê? Uma resposta, dada em meados do século XX pelo químico e novelista inglês Charles Snow (1905–1980), deve ser avivada, pois parece que o homem e a obra — As Duas Culturas (1958) — jazem no mais espesso esquecimento. Os Colóquios Internacionais Medinfor nasceram para realçar que, entre a cultura reconhecidamente científica (das ciências naturais) e a cultura das Humanidades, não cabe nenhum divórcio ou a mínima incompatibilidade. Ambas se interligam e se cruzam, de acordo com a profícua dinâmica racional que vai da multidisciplinaridade à transdisciplinaridade, passando pela interdisciplinaridade.

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Professor Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade do Porto – Portugal (FLUP). Docente da Licenciatura em Ciência da Informação e do Programa Doutoral Informação e Comunicação em Plataformas Digitais. Investigador integrado do Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória (CITCEM). Tem cooperado intensamente com as Universidades Federais e Estaduais do Brasil. Orientador de pós-doutoramentos, doutoramentos e mestrados, centrando seus interesses em pesquisas sobre Epistemologia das Ciências da Comunicação da Informção, Gestão da Informação, Questões da Literacia da Informação, Comportamento Informacional, Cultura e Memória.

Clóvis Ricardo Montenegro de Lima
Palestrante Confirmado

Clóvis Ricardo Montenegro de Lima

Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia

Huddle em hospitais: discussão horizontal para melhoria e inovação de processos e procedimentos

Discute-se a implementação do huddle em hospitais, bem como seu papel na melhoria da qualidade e na inovação. huddle é uma reunião rápida entre os membros da equipe, realizada de maneira horizontal. O foco específico é a relação do huddle com o controle de infecção hospitalar. Hospitais são organizações burocráticas, com governança baseada em conhecimentos técnicos e especializados. Aborda-se possibilidades e desafios da inclusão deste procedimento-processo nestas organizações complexas. O huddle demonstra ser uma ferramenta eficaz e efetiva para comunicação horizontal entre profissionais de saúde, técnicos, servidores administrativos e operacionais. Foi realizada uma busca de artigos nas bases de dados Web of Science (WoS), Scopus e Medline, com base nas seguintes palavras-chave: huddle, infection e hospital. Foi feita a identificação da literatura sobre esse assunto, para análise de evidências científicas. A busca recuperou nove registros, após limpeza dos duplicados. Estão organizados pela referência, e após, em quadro identificado neles a problematização e a solução encontrada nas organizações. Conclui-se que a implementação do huddle nos hospitais pode diminuir as infecções hospitalares e proporcionar segurança nos atendimentos.

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Graduado em Medicina na Universidade Federal de Santa Catarina (1986). Mestre (1992) e Doutor (2005) em Ciência da Informação na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mestre (1993) e Doutor (2000) em Administração na Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas. Pós-doutorado no Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (2010). Professor adjunto 2 da Universidade Federal de Santa Catarina (2006 a 2009). É pesquisador titular do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia desde 2009. Pesquisador visitante na Universiteit voor Humanistiek em Utrecht entre 2013 e 2017. Editor das revistas Logeion - filosofia da informação, P2P& Inovação e Asklepion: informação em saúde.

GILLIAN
Palestrante Confirmada

Gillian Queiroga

Universidade Federal da Bahia

Governança da Informação em Saúde: desafios para a gestão, preservação e acesso aos documentos digitais

A crescente informatização dos serviços de saúde tem ampliado a produção, o compartilhamento e o uso de informações em ambientes cada vez mais complexos e interconectados. Nesse contexto, a governança da informação emerge como elemento fundamental para garantir autenticidade, confiabilidade, preservação, segurança e acesso aos documentos produzidos pelos sistemas de saúde. A palestra discutirá os desafios relacionados à gestão de documentos digitais em saúde, à interoperabilidade entre sistemas, à preservação de longo prazo dos registros de saúde e ao papel das políticas institucionais de informação para a qualificação da assistência, da pesquisa e da memória em saúde.

João Miranda
Palestrante Confirmado

João Miranda

Mayo Clinic – Rochester, EUA / USP

Advances in Oncology at Mayo Clinic: Radiomics, Artificial Intelligence, and MRI for Predicting Treatment Response

The increasing incorporation of Artificial Intelligence in Medicine has been transforming the way clinical information is produced, organized, interpreted, and used in healthcare decision-making. In this context, the convergence of Medicine, Information Science, and advanced data analysis technologies plays a strategic role in the development of new paradigms of evidence-based and data-driven medicine. This lecture will address experiences developed at the Mayo Clinic related to the application of radiomics, Artificial Intelligence, and Magnetic Resonance Imaging (MRI) in predicting therapeutic response in patients with locally advanced rectal cancer undergoing neoadjuvant treatment. Beyond medical images, examinations are increasingly understood as sources of structured, interoperable, and semantically enriched information, enabling extraction, integration, and reinterpretation through intelligent algorithms. The presentation will discuss how quantitative features extracted from MRI images can be integrated with clinical variables and machine learning models to enhance predictive accuracy and support personalized therapeutic decisions. By highlighting the transformation of clinical data into actionable knowledge, this lecture emphasizes the interdisciplinarity between Medicine and Information Science as a central element for the advancement of precision oncology and intelligent health systems. By tracing the pathway that transforms information into knowledge, knowledge into clinical decision-making, and clinical decision-making into innovation in healthcare, this lecture reflects the interdisciplinary essence that has guided MEDINFOR discussions for nearly two decades.

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Médico Radiologista e Doutor em Radiologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Professor e pesquisador do Departamento de Radiologia da Mayo Clinic, Minesota - Estados Unidos. Atua nas linhas de pesquisa Medicina Nuclear, Inteligência Artificial, Análise Avançada de Imagens e Medicina Baseada em Dados. Como Médico, destaca-se nas áreas de Radiologia Abdominal, Oncologia de Precisão, Radiômica e Inteligência Artificial aplicada à Medicina. Realizou pesquisa no Memorial Sloan Kettering Cancer Center, em Nova Iorque. Sua produção científica concentra-se na integração de imagens médicas, dados clínicos e algoritmos de aprendizado de máquina para o desenvolvimento de modelos preditivos voltados à medicina personalizada. Em suas produções valoriza a convergência entre Medicina, Ciência da Informação e Tecnologias Inteligentes, contribuindo para o avanço da Oncologia de precisão e da inovação em saúde.

FRANCESCO
Palestrante Confirmado

Francesco Panese

Université de Lausanne · Suíça

L'injustice algorithmique en Médecine et en Santé: enjeux éthiques et épistémologiques

L'intégration des dispositifs d'intelligence artificielle dans les pratiques médicales et en santé constitue une reconfiguration de l'infrastructure épistémique qui ordonne la production et la légitimation des savoirs et des interventions cliniques et sanitaire. Ces dispositifs instituent de nouvelles formes d'autorité cognitive et épistémiques qui redistribuent et hiérarchisent, souvent de manière opaque, les sujets de soins et d’interventions. Je souhaite analyser de manière critique cette infrastructure épistémique à partir du concept d'« injustice algorithmique » afin de mettre en évidence les types d’inégalités qu'elle produit et reproduit. Dans une perspective de science studies, je souhaite développer l’argument (assez classique) selon lequel la supposée neutralité des algorithmes en médecine et en santé relève d'une fiction sociotechnique qui dissimule des choix et/ou des contraintes classificatoires et des héritages incorporés dans les dispositifs techniques. Pour ce faire, je souhaite mobiliser des cas attestés dans la littérature dans plusieurs domaines de la médecine et de la santé en défendant l’hypothèse selon laquelle l'injustice algorithmique en médecine et en santé ne saurait être réduite à des biais techniques corrigibles (par exemple par davantage de données), mais qu’elle tend au contraire à reproduire et à cristalliser des catégorisations biosociales croisées – race, genre, classe, contextes et conditions de vie – et, ce faisant, des rapports de pouvoir à la fois épistémiques (hiérarchisation des savoirs légitimes), biopolitiques (normalisation des corps et des populations) et professionnels (monopole de définition et de pratique des acteurs médicaux et sanitaire) dont la persistance tient précisément à leur effacement progressif dans la naturalisation infrastructurelle des systèmes qui les (re-)produisent.

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Francesco Panese is Full Professor of Social Studies of Medicine and Science at the University of Lausanne, affiliated with the Institute of Social Sciences and the Institute of Humanities in Medicine. He previously served as Director of the Musée de la main UNIL CHUV (1999–2015) and of the College of Humanities at EPFL (2008–2013). His trajectory at the intersection of the social sciences, medicine, science and culture has led him to develop research, teaching and exhibitions at the interface between these different domains. His current research follows four main lines: the developments of contemporary biomedicine, in particular epigenetics and “personalized medicine”; knowledge transfer in medicine, especially in the field of chronic disease management; social and historical studies of the brain sciences; and collaborative projects conducted with medical colleagues. He is thus deeply involved in interdisciplinary collaborations between the social and (bio)medical sciences, at the levels of research, teaching and institutional development.

ELIETE
Palestrante Confirmada

Eliete Correia dos Santos

Universidade Estadual da Paraíba

Da Evidência ao Algoritmo: Comunicação Científica, Inteligência Artificial e Literacia em Saúde no Combate à Desinformação

A palestra aborda os impactos da transformação digital e da inteligência artificial na produção, disseminação e uso das informações científicas em saúde, destacando os desafios impostos pela desinformação e pela infodemia. Discute a importância da literacia da informação e da literacia em saúde para que cidadãos possam identificar fontes confiáveis, avaliar evidências científicas e tomar decisões informadas. Também enfatiza o papel da comunicação científica, da ciência aberta e do acesso aberto na democratização do conhecimento e no fortalecimento da relação entre ciência e sociedade. Além disso, analisa os desafios éticos e sociais associados ao uso da inteligência artificial nos ambientes informacionais e ressalta a atuação de profissionais da informação, saúde e comunicação na construção de ecossistemas informacionais mais transparentes, inclusivos e confiáveis. A proposta busca contribuir para o fortalecimento da cidadania informacional e para o enfrentamento da desinformação científica por meio de práticas comunicacionais.

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Pós-doutora em Educação Contemporânea pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), doutora em Linguística pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com estágio avançado de doutoramento na Universidade do Porto (Portugal), mestre em Linguagem e Ensino pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e graduada em Letras e Arquivologia. É professora da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), onde atua no Curso de Arquivologia, e coordenadora e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Gestão de Documentos e Governança Arquivística (PPGDARQ). Também é professora permanente do Programa de Pós-Graduação em Linguagem e Ensino (PPGLE/UFCG). Desenvolve pesquisas na interface entre Linguística, Ciência da Informação e Arquivologia, com ênfase em difusão e mediação da informação arquivística, ações educativo-culturais em arquivos, tecnologias digitais, inteligência artificial, metodologias decoloniais e governança arquivística. Coordena o Projeto SESA – Seminários de Saberes Arquivísticos, lidera o Grupo de Pesquisa Arquivologia e Sociedade (GPAS) e preside a Rede Internacional SESA. Possui expressiva produção científica em periódicos, livros e capítulos, além de atuação em gestão acadêmica, editoração científica e cooperação internacional, contribuindo para o desenvolvimento da Arquivologia, da Ciência da Informação e dos estudos da linguagem.

SALIM
Palestrante Confirmado

Salim Silva Souza

Instituto Federal de Sergipe / Universidade de Coimbra

Governança editorial, ciência aberta e literacia em saúde: desafios da comunicação científica na era digital

A crescente digitalização da comunicação científica tem transformado a forma como o conhecimento é produzido, avaliado, disseminado e utilizado pela sociedade. Neste contexto, a governança editorial desempenha um papel fundamental na garantia da qualidade, transparência e integridade das publicações científicas, em consonância com os princípios da ciência aberta. Esta palestra aborda os principais desafios e oportunidades da comunicação científica na era digital, com destaque para as práticas editoriais, o acesso aberto, os repositórios institucionais, a ética na publicação e a promoção da literacia em saúde. Serão discutidas estratégias para fortalecer a confiança na informação científica e ampliar o acesso ao conhecimento, num cenário marcado pela sobrecarga informacional e pela disseminação de desinformação. A partir da experiência em gestão editorial e comunicação científica, pretende-se refletir sobre o papel dos editores, investigadores, bibliotecas e instituições académicas na construção de uma ciência mais aberta, acessível e socialmente relevante.

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Salim Silva Souza é doutorando em Ciência da Informação pela Universidade de Coimbra, mestre em Educação pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), com título reconhecido pela Universidade de Coimbra, e bibliotecário do Instituto Federal de Sergipe (IFS). Atua nas áreas de comunicação científica, ciência aberta, gestão da informação, memória digital e repositórios institucionais. Atualmente, é Editor-Chefe da Revista Fontes Documentais, periódico científico dedicado aos estudos da informação, documentação, memória e patrimônio cultural, desenvolvendo atividades relacionadas à gestão editorial, avaliação científica e editoração acadêmica.

FERNANDA
Palestrante Confirmada

Fernanda Ribeiro

Universidade do Porto · Portugal

A aplicação do modelo sistémico para organização e divulgação de acervos pessoais

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Professora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (Portugal), desde 1989. Licenciada em História pela Universidade do Porto, pós-graduada em Ciências Documentais pela Universidade de Coimbra. Doutorou-se pela Universidade do Porto, com a tese O Acesso à Informação nos Arquivos, sob a orientação de Michael Cook. Atualmente é Professora Catedrática do Departamento de Ciências da Comunicação e da Informação, do qual foi diretora entre fevereiro de 2010 e setembro de 2014. Exerceu também as funções de diretora da Licenciatura em Ciência da Informação (2003–2014) e do Programa Doutoral em Informação e Comunicação em Plataformas Digitais (2013–2014). Entre outubro de 2014 e fevereiro de 2023, foi Diretora e Presidente do Conselho Científico da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Foi ainda coordenadora científica do CETAC.MEDIA (Centro de Estudos das Tecnologias e Ciências da Comunicação). Desenvolve investigação científica nas áreas da organização e representação da informação, acesso e recuperação da informação, especialmente em arquivos, indexação por assuntos, teoria e metodologia da Ciência da Informação, bem como formação profissional neste domínio. Desde 2019, é investigadora integrada do CITCEM (Centro de Investigação Transdisciplinar «Cultura, Espaço e Memória»).

ZENY
Palestrante Confirmada

Zeny Duarte

Universidade Federal da Bahia / Universidade do Porto

Médicas-cultural: gênero, memória e justiça cognitiva no patrimônio científico-cultural em saúde entre Brasil e Portugal

Apresentação do conceito Médicas-cultural como um framework analítico de natureza sociofilosófica e epistemológica para a compreensão do patrimônio científico e cultural em saúde, a partir de uma abordagem centrada no gênero, na memória e na interculturalidade entre Brasil e Portugal. O enfoque desloca a narrativa tradicional da história da Medicina, por longo tempo predominantemente masculina e eurocentrada, para evidenciar as trajetórias de médicas brasileiras e portuguesas como produtoras de conhecimento, cultura e memória, reconhecendo sua agência na constituição dos saberes em saúde. Partindo da noção de conhecimento situado, conforme proposta por Donna Haraway, e das críticas às estruturas de poder na produção científica desenvolvidas por Sandra Harding e María Lugones, a reflexão compreende a ciência como prática atravessada por relações de gênero, colonialidade e assimetrias epistemológicas. Nesse sentido, incorpora também contribuições de Isabelle Stengers, Vinciane Despret e Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí, em diálogo com Boaventura de Sousa Santos, especialmente no que se refere às epistemologias do Sul e à justiça cognitiva. O framework Médicas-cultural permite analisar documentação, narrativas biográficas e redes intelectuais como dispositivos de produção de memória e como espaços de disputa simbólica, nos quais se inscrevem presenças femininas frequentemente silenciadas ou marginalizadas. Ao evidenciar essas trajetórias, a proposta amplia a compreensão da ciência em saúde como campo plural, relacional e intercultural. No contexto Brasil–Portugal, destacam-se figuras como Nise da Silveira, Zilda Arns, Bertha Lutz e Maria Renotte, bem como Adelaide Cabete, Maria de Lourdes Pintasilgo, Amélia Cardia e Branca Edmée Marques, entre outras, cujas trajetórias evidenciam diferentes formas de articulação entre Medicina, cultura, educação e transformação social. Mais do que um exercício de recuperação histórica, o conceito Médicas-cultural constitui um gesto epistemológico e político voltado à reconfiguração das formas de produção da memória científica em saúde. Ao articular Ciência da Informação, Medicina, Estudos de Gênero e Filosofia, a proposta reafirma o papel da informação como mediadora entre memória, identidade e justiça cognitiva, contribuindo para uma leitura mais plural, crítica e intercultural do patrimônio científico-cultural em saúde.

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Professora Titular da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e docente da Educação a Distância da SEAD/UFBA. Doutora em Letras, Literatura e Cultura pela UFBA, realizou estágio pós-doutoral em Ciência da Informação e Plataformas Digitais na Universidade do Porto. É investigadora do CITCEM – Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória (Universidade do Porto) e líder do Grupo de Pesquisa G-ACERVOS (CNPq), integrando também outros grupos de pesquisa no Brasil. Atua na formação de mestres e doutores, coordena projetos de extensão nacionais e internacionais, sendo idealizadora e coordenadora de eventos científicos, a exemplo do Colóquio Internacional A Medicina na Era da Informação (MEDINFOR). Desenvolve pesquisas multidisciplinares nas áreas de Ciência da Informação, Saúde, Memória, Cultura, Identidade, Patrimônio, Humanidades Digitais e Estudos de Gênero. É autora e organizadora de livros, capítulos, artigos científicos e eventos acadêmicos, além de consultora ad hoc e promotora da cooperação científica entre instituições brasileiras e estrangeiras. Em reconhecimento à sua trajetória acadêmica e contribuição para a internacionalização da ciência, é homenageada com o Prêmio Internacional Zeny Duarte de Miranda & Armando Malheiro da Silva de Excelência Científica – MEDINFOR, entre outras honrarias

Bernardina Freire
Palestrante Confirmada

Bernardina Freire

Universidade Federal da Paraíba

Nas dobras do tempo e do papel: memória de médicos na Imprensa Paraibana do Século XIX

A palestra “Nas dobras do tempo e do papel: memória de médicos na Imprensa Paraibana do Século XIX” propõe uma reflexão sobre os modos pelos quais os periódicos paraibanos oitocentistas contribuíram para a construção, preservação e circulação das memórias de médicos que atuaram na então Província da Paraíba. A partir da análise de notícias, anúncios, homenagens, necrológios e demais registros publicados na imprensa, busca-se compreender como esses profissionais foram representados socialmente e quais atributos, valores e narrativas foram associados às suas trajetórias. Mais do que recuperar biografias individuais, a investigação evidencia a imprensa como espaço privilegiado de produção de memória, capaz de conferir visibilidade, reconhecimento e permanência a determinados sujeitos históricos. Nesse sentido, a palestra discute as relações entre memória, imprensa e medicina, revelando como os vestígios inscritos nas páginas dos jornais permitem reconstruir aspectos da vida pública, intelectual e cultural desses médicos. Ao percorrer essas fontes documentais, pretende-se demonstrar que as páginas impressas guardam fragmentos de experiências e legados que, ainda hoje, contribuem para a compreensão da história da medicina e da sociedade paraibana.

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Doutora em Letras e Mestre em Ciência da Informação pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com pós-doutorado em Ciência da Informação pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). É Professora Associada da UFPB, docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UFPB e professora colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UFPE. Desenvolve pesquisas nas áreas de informação, memória, patrimônio cultural, identidade, cultura material e arquivos pessoais, com atuação na orientação de mestrado e doutorado. Exerceu cargos de gestão acadêmica, incluindo a coordenação do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UFPB, a Vice-Reitoria da instituição e a coordenação nacional do Grupo de Trabalho Informação e Memória da ANCIB. Atualmente é Pró-Reitora de Extensão da UFPB, Coordenadora do Núcleo de Cultura Popular (NUPPO), líder do Grupo de Estudos e Pesquisa em Cultura, Informação, Memória e Patrimônio (GECIMP/CNPq), Presidente da Academia Feminina de Letras e Artes da Paraíba e membro do Instituto Histórico e Geográfico de Areia.

JOSE CLAUDIO
Palestrante Confirmada

José Cláudio Oliveira

Universidade Federal da Bahia

O ex-voto e a saúde: memórias dos acontecimentos e da cura

O termo ex-voto vem do latim, suscepto, que significa "conquista após uma promessa realizada". Ele funciona como um testemunho público e material de gratidão por uma graça ou milagre alcançado após um período de enfermidade. O que tem o ex-voto com coom o contexto da saúde? Muito. A relação entre ele e a saúde é que a cura de doenças, a sobrevivência a acidentes e o restabelecimento do bem-estar físico ou psíquico são muitos dos motivos que geram a criação do objeto ex-votivo. E sua importância se alonga, para a história e a memória, quando pesquisamos e analisamos ex-votos de um passado logínquo e percebemos nomenclatura de doenças que ainda existem, mas que tinham outras denominações. Ou, também, quando identificamos grandes quantitativos de ex-votos apresentando a presença de enfermidades em regiões ou municípios. É por esses sentidos que ele se atrela por demais à saúde, e que, por trás desse assunto, teremos a importância de um testemunho carregado de informações e mensagens.

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Natural de Vitória da Conquista, Bahia, Brasil, é Doutor em Memória: Linguagem e Sociedade, pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Brasil (2023). Doutor em Comunicação e Cultura Contemporânea, pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Brasil (2004). Pós-doutorado PNPD/CAPES em Ciência da Informação na Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP) (2019). Pós-doutorado em Comunicação e Tecnologias, pela UMinho, Portugal ((2012). Professor Associado IV do Departamento de Museologia da UFBA. Professor permanente dos Programas de pós-graduação em Ciência da Informação (PPGCI) e Museologia da UFBA (PPGMUSEU). Pesquisador do CNPq. É coordenador do Núcleo de Pesquisa dos Ex-votos.

Carmen Matos Abreu
Palestrante Confirmada

Carmen Matos Abreu

Universidade do Porto / CITCEM · Portugal

A evolução da Tecnologia na Medicina: uma Perspetiva Literária, Histórica e Contemporânea

A nível global, a evolução tecnológica na Medicina constitui-se num dos fatores determinantes para o progresso dos sistemas de saúde, contributo que a melhoria dos indicadores de saúde pública tem vindo a comprovar. Desde as práticas empíricas utilizadas pelas Antigas Civilizações até à incorporação de tecnologias digitais, a inovação tecnológica tem vindo a colaborar no aperfeiçoamento de atuais métodos de diagnóstico, tratamento da doença e, antes disso, a sua prevenção. No âmbito da Medicina, existem relevantes marcos históricos tecnologicamente alcançados: a invenção do estetoscópio, a descoberta dos raios-X, a criação dos antibióticos ou a implementação de programas de vacinação. Tais conquistas, sobretudo conseguidas ao longo do século XX, foram introduzindo nas práticas clínicas aperfeiçoamentos facilitadores no trato de patologias humanas, progressos com destacado enfoque nas áreas da imagiologia médica e engenharia biomédica, dando-se assim lugar a técnicas cirúrgicas cada vez mais precisas e eficazes. Já neste século XXI, a integração de tecnologias emergentes, nomeadamente a inteligência artificial, a telemedicina, a robótica médica, o cruzamento e análise de dados e a medicina genómica formam um conjunto de avanço tecnológico redefinidor dos paradigmas da atual prestação de cuidados de saúde. A par de todos os desafios tecnológicos gerados na Medicina, ainda a presença da ética, proteção e acesso a dados ou sustentabilidade do sistema serão motivos de realce acerca da importância da Ciência da Informação no contexto, cujo papel se tem revelado organizativamente definidor. Neste quadro de propostas, o nosso trabalho será ilustrado com momentos históricos e literários de escritores-médicos de várias épocas, registos de Memória, Cultura e Identidade cujo contributo também explicará o futuro tecnológico da Medicina.

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Tendo realizado todo o percurso académico na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Carmen Matos Abreu é licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, variante Francês/Inglês, Ramo Científico. Defendeu Dissertação de Mestrado em Literatura Comparada Francesa e Inglesa na área do Teatro – Saint-Évremond. Entre França e Inglaterra: uma visão comparatista da comédia Sir Politick Would-be -, colocando em debate textos dramáticos do francês Saint-Évremond e do inglês Ben Jonson, sécs. XVI e XVII. Com enfoque no romance, realizou Tese de Doutoramento em Literatura Portuguesa – Júlio Dinis. Representações romanescas do corpo psicológico e social: influência e interferência da literatura inglesa –, que engloba os quatro romances e seis contos do escritor-médico português do séc. XIX Júlio Dinis, numa relação literária com Henry Fielding, Jane Austen, Charles Dickens, Laurence Sterne e Oliver Goldsmith, sécs. XVIII e XIX inglês e irlandês. Em 2015, este estudo motivou a publicação na Universidade Federal da Bahia, Brasil, da obra Júlio Dinis: o romance português de raiz inglesa. Tem escrito ensaios e proferido imensas comunicações sobre literatura comparada francesa e inglesa dos séculos XVI, XVII e XIX, e literatura portuguesa dos séculos XIX, XX e XXI. Já na sua VII edição, desde 2008 tem ainda participado em todos os Colóquio Internacional MEDINFOR – a Medicina na Era da Informação, realizado pela Universidade Federal da Bahia, São Salvador, Brasil, e Faculdade de Letras da Universidade do Porto, com textos cujas práticas clínicas de vários escritores-médicos são evidenciadas. É membro dos Centros de Investigação CITCEM – Centro de Investigação Transdisciplinar: Cultura, Espaço e Memória da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Portugal, e do Grupo de Investigação "G-Acervos", Universidade Federal da Bahia, São Salvador, Brasil.

MARCOS LUIZ
Mesa-redonda

Marcos Luiz Cavalcanti de Miranda

Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

Gestão da informação e Organização do Conhecimento Científico em Saúde: o impacto das tecnologias digitais no acesso ao conhecimento

As bibliotecas e repositórios digitais em saúde em uma perspectiva global se apresentam pelo uso e apropriação da IA e do Big Data na otimização do acesso e uso de informações cientificas. O impacto da digitalização continua e o alargamento das plataformas de acesso aberto estão em plena expansão. Exploramos de forma abrangente exemplos de tecnologias emergentes para acesso e curadoria automatizada dos dados de produtos científicos aplicados ao contexto da informação cientifica em saúde com a interseção de dados clínicos e científicos, como são processados e como são compartilhados na sua dimensão tecnológica. Destacamos o papel estratégico da gestão da informação e das contribuições da Organização do Conhecimento Científico em Saúde para soluções de representação e recuperação da informação e o impacto das tecnologias digitais no acesso ao conhecimento na Sociedade.

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Bacharel em Biblioteconomia e Documentação pela UFF, Mestre e Doutor em Ciência da Informação pelo IBICT/UFRJ. É Professor Titular do Departamento de Biblioteconomia da UNIRIO, atuando na graduação e no Programa de Pós-Graduação em Biblioteconomia (PPGB). Possui experiência nas áreas de Biblioteconomia, Ciência da Informação e Gestão do Conhecimento, com ênfase em organização do conhecimento, recuperação da informação, gestão do conhecimento, acessibilidade, patrimônio imaterial e formação de bibliotecários. Realizou estágio pós-doutoral em Ciência da Informação na UFF. Lidera o Grupo de Pesquisa Organização do Conhecimento para Recuperação da Informação (UNIRIO) e integra grupos de pesquisa vinculados à UNIRIO, UFF e IBICT. Participa de conselhos editoriais de periódicos científicos da área e é membro de importantes associações profissionais e científicas, como ISKO-Brasil, ANCIB e ABECIN. Exerceu cargos de gestão acadêmica e institucional na UNIRIO, além de funções de destaque no Conselho Regional e no Conselho Federal de Biblioteconomia.

JOSE CARLOS
Mesa-redonda

José Carlos Sales dos Santos

Universidade Federal da Bahia

Patologias Informacionais e Sofrimento Psíquico: informação, subjetividades e cuidado em saúde mental

A contemporaneidade tem sido marcada pela intensificação dos fluxos informacionais, pela hiperconectividade e pela crescente digitalização das relações humanas e institucionais. Nesse contexto, emergem fenômenos que ultrapassam os limites técnicos da informação e passam a impactar diretamente a subjetividade, os modos de vida e a saúde mental dos indivíduos. A palestra propõe discutir as chamadas patologias informacionais, como ansiedade informacional, fadiga cognitiva, desinformação, normose informacional e hiperconsumo de conteúdos digitais, compreendidas como manifestações socioculturais relacionadas ao excesso, à fragmentação e à pressão permanente por atualização e desempenho. A partir das interlocuções entre Ciência da Informação, Psicologia e Saúde, procuramos refletir sobre como os sistemas de informação, as plataformas digitais e os dispositivos contemporâneos de circulação do saber têm produzido novas formas de sofrimento psíquico, especialmente em ambientes acadêmicos, profissionais e assistenciais. A conferência também problematiza os impactos dessas dinâmicas na construção do cuidado, na relação entre profissionais e usuários da informação em saúde e na constituição das subjetividades contemporâneas. Por fim, defende-se a necessidade de uma ecologia informacional do cuidado, baseada em práticas mais éticas, humanizadas e críticas no acesso, mediação e uso da informação, considerando a saúde mental como dimensão central das sociedades informacionais contemporâneas.

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Professor adjunto (dedicação exclusiva) vinculado ao Departamento de Documentação e Informação (DDI) do Instituto de Ciência da Informação da Universidade Federal da Bahia. Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI/UFBA) - 2023-2025. Doutor e Mestre em Ciência da Informação do PPGCI/UFBA; Pós-Graduado em Gestão da Comunicação Organizacional Integrada pelo Núcleo de Pós-Graduação em Administração (NPGA/EAUFBA); Pós Graduando em Neuropsicologia (Unifacs). Graduado em Biblioteconomia e Documentação pelo Instituto de Ciência da Informação (ICI/UFBA) e Psicólogo Clínico graduado (Unifacs). Pesquisa a temática Informação e Saúde Mental e derivadas, como 'ansiedade e normose informacionais', ‘síndrome da fadiga informativa’, ‘sobrecarga informacional e cognitiva’ e outras. Lidera o grupo de pesquisa Laboratório de Práticas em Psicologia e Ciência da Informação, o LAPCI.

RITA MAIA
Palestrante Confirmada

Rita Maia

Universidade Federal da Bahia

Patrimônio cultural e a saúde: uma perspectiva sobre a cura entre o corpo e a tradição

Aborda a importância das tradições e referências identitárias na manutenção da saúde, bem-estar e da longevidade. Centraliza o seu argumento com base em pesquisa empírica sobre o corpo como um resultado (sintoma) das trocas e partilhas sociais da vida em comum. Coloca no centro da sua argumentação a valorização da memória pela sua função cognitiva e executiva, contribuindo para os processos de recuperação de traumas físicos e psicológicos.

Minibiografia

Museóloga, Doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas, dedica-se à área da Comunicação Museológica com ênfase no estudo da experiência estética das artes, tecnologias e das tradições culturais em espaços musealizados. É professora dos cursos de graduação de Museologia da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas e coordenadora do Programa de Pós-graduação em Museologia da Universidade Federal da Bahia.

Demais Palestrantes Confirmados

AR
Ana Silva Rigueiro
Universidade de Lisboa · Portugal
Tema a confirmar
CS
Carlos Frederico Sparapan Marques
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JO
Jamary Oliveira Filho
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TS
Teresa Silveira
Universidade do Porto · Portugal
Tema: Literacia em saúde numa perspetiva infocomunicacional

Nota: Os resumos, minibiografias e fotografias serão publicados à medida que forem recebidos pela organização.